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domingo, 12 de junho de 2011

O Amor


"Amar: 

Fechei os olhos para não te ver e a minha boca para não dizer...
E dos meus olhos fechados desceram lágrimas que não enxuguei,
e da minha boca
fechada nasceram sussurros e palavras mudas que te dediquei...
O amor é quando a gente mora um no outro."

Mário Quintana


Eu te amo, meu Amor.
Obrigada por tudo que você mudou para melhor em minha vida com seu Amor.




quarta-feira, 1 de junho de 2011

Cheiro de Vó




Como razoavelmente boa representante do sexo feminino, vira e mexe eu tenho vontade de comer aquele docinho, sabe? Eu disse “razoavelmente boa representante do sexo feminino” porque diferentemente da grande maioria das mulheres eu não gosto de chocolates e não ligo para bolsas, sapatos e perfumes (para grande alívio do meu marido!)

Porém, de vez em quando acontece uma coisa engraçada comigo. 
Me dá um siricutico e eu fico com uma vontade louca de comer por exemplo rabanete, acelga, amêndoa, brócolis, feijão branco, grão-de-bico ... comidas nada atraentes, convenhamos. 
Dizem que é nosso corpo implorando por algum nutriente presente naquele alimento.

Mas nos últimos dias um siricutico diferente me visitou. Estou sentindo falta de cheiro de Vó. O pior: não sei qual é, não conheci as minhas Avós. 
Mas como já disse, é meu corpo implorando por algum nutriente.

Quando era pequena eu assistia ao Sitio do Pica Pau Amarelo (aquele maravilhoso dos anos 80) e sonhava em ser neta da Dona Benta. 
Ela representava exatamente o que era ser Avó na minha imaginação.

O cheiro de Vó pra mim há de ser diferente do cheiro da mãe porque não tem cheiro de tensão, preocupação, pressa e culpa. Há de ser um cheiro aveludado  e doce como o da mãe, mas cheio da presença de um certo relaxamento, do tipo “sei o que estou fazendo, tudo dará certo”.

A Avó há de ter cheiro de terra molhada, bolo saído do forno, campos de alfazema, cafuné, algodão doce, comida gostosa feita no forno à lenha, cheiro de um lindo bordado, de paciência, de sabedoria, de cobertor quentinho num dia de inverno, cheiro bento, cheiro de Dona Benta ...
Cheiro de zelo e saudade.

Que vontade de cheirinho de Vó!



Recomendações:




sexta-feira, 6 de maio de 2011

Eu acredito em anjos!




Eu acredito em anjos! Desde pequena!
Apenas o conceito de anjo se modificou ao longo dos anos.
Dentre estas mudanças, eu hoje acredito que estão entre nós, não no céu como prega a maioria.
E também são feitos de matéria humana e portanto divina, como devem ser.
Ao ler esta semana a notícia sobre um garoto americano de 5 anos que pagou seu tratamento de câncer com seus próprios desenhos vendidos pela internet (http://www1.folha.uol.com.br/bbc/911057-menino-paga-tratamento-de-cancer-vendendo-desenhos-na-internet.shtml)  eu confirmei ainda mais a minha crença.
E assim é quando ouço que algum abnegado montou um asilo para idosos carentes...
... quando lembro de uma irmã que mesmo solteira e sozinha em uma cidade distante dos pais aos 28 anos recebeu de braços abertos e se dedicou inteiramente a um sobrinho que perdera seu pai e estava prestes a perder sua mãe por uma doença incurável...
... quando penso na história de Madre Teresa de Calcutá ou Gandhi...
... quando penso em um marido dedicado que cuida esplendidamente de sua filha querida e supera todas as adversidades de estar casado com sua esposa, em depressão por longos 3 anos ...
... quando penso em  minha mãe querida, que apesar da falta de recursos e sem nenhuma instrução me deixou um valioso aprendizado!
Aliás foram muitas coisas preciosas que aprendi com minha mãe: a não desperdiçar comida, a usar a água da máquina de lavar roupas para lavar o quintal, a cumprimentar as pessoas sem distinção de raça, classe social ou opção sexual, a devolver o que não é meu, a não mentir, a “fazer o bem sem olhar a quem”, sua célebre frase. É praticamente seu lema.  Aliás esta foi a coisa mais importante que minha mãe me ensinou.
Minha mãe cuidou por mais de 2 anos de uma vizinha alemã idosa que havia perdido sua filha e ficado praticamente abandonada depois disso. Mesmo nos momentos das maiores alucinações senis da velhinha de mais de 80 anos que as vezes xingava, implicava e até acusava minha mãe de ter pego alguma coisa da casa dela, minha mãe ia visitá-la religiosamente, duas vezes por dia, de manhã e à noite para ver se ela estava precisando de alguma coisa.
Mas um outro caso ainda mais impressionante e que me enche de orgulho da minha mãe é que quando eu era ainda uma criança os pais de uma amiga adolescente da minha irmã haviam descoberto que ela não era mais  "pura e casta" e como estamos falando da década de 70 e ela tinha pais muito conservadores, foi obrigada a se casar e ainda teve de encarar a rejeição de seus pais. Quando sua filha tinha 3 anos ela enfim conseguiu um emprego mas sua mãe se recusou a ficar com a pequena em represália a tudo que havia acontecido. Minha mãe prontamente aceitou (sem receber nenhum dinheiro por isso) a cuidar da criança por quase 1 ano até que esta enfim pudesse ir para a escola. Esta moça, apesar de passados 30 anos do ocorrido, até hoje visita minha mãe em ocasiões especiais religiosamente, tamanha sua gratidão.
E eu entendo sua profunda gratidão, afinal algumas pessoas apesar de não terem sido geradas por anjos, tem a sorte de ter um cruzando seu caminho, quando a vida dá seus solavancos.
E é por estas e tantas outras atitudes angelicais que eu gostaria de prestar uma homenagem a esta grande mulher, o primeiro anjo que apareceu em minha vida: Minha Mãe!
Um Feliz dia das Mães a todas as que se propõe a serem verdadeiros anjos da guarda para seus filhos.


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