quarta-feira, 18 de maio de 2011

Procura-se



Procura-se




Os seguintes meliantes: 
pôde, lingüiça, idéia, pára



Um bom filme de comédia



Comerciantes honestos



Famílias unidas



Amélia, “que era mulher de verdade”



Um produto que limpe os vidros sem embaçar



Vagas de idosos nos shoppings e supermercados em um sábado à noite



Professores capacitados nas escolas públicas



Homens com mais de 40 dispostos a relacionamentos sérios e eventualmente a constituir uma família



Mulheres menores de 50 anos bem resolvidas



Bons e seguros carros que custem menos de R$40 mil



Crianças saudáveis e bem ajustadas



Bons médicos capazes de realizar consultas com tempo superior a 10 minutos e que se lembrem de pelo menos aferir a pressão



Jovens que queiram dar duro: estudar e trabalhar com afinco



Políticos honestos



Mulheres física, emocional e psicologicamente preparadas para serem mães



Mulheres e Homens fiéis



Amigos de infância



Boas e honestas ajudantes do lar e babás



Plano de Saúde sério e responsável



Um aspirador de pó que dure mais de 2 anos


Quem souber de alguma informação favor postar comentário.



terça-feira, 10 de maio de 2011

Você tem certeza de que quer ser mãe?



Este texto é em homenagem a todas as boas mães que sofreram como eu para aceitar as inúmeras e gigantescas mudanças que ocorrem em nossas vidas depois da chegada de um filho.

Demorou mas enfim tomei coragem para escrever sobre o assunto que mais me incomodou durante os últimos 3 anos: ser mãe. Não foi fácil! E agora que minha vida está entrando nos eixos, eu me sinto confortável para falar sobre isso.

Neste exato momento em que escrevo, inúmeras mulheres como eu que desejaram ou não ser mães estão sofrendo profundamente com as mudanças e o rumo inesperado que suas vidas tomaram, tudo por causa de um bebê!
Se você ainda não é mãe, tem certeza de que quer ser?
Eu tinha!
Até os 25 anos eu não queria ser mãe. Tinha medo de bebês e crianças. Assim como se tem medo de abelhas, fantasmas, vírus da gripe suína, assaltantes, e por aí vai.
Mas sim, eu tinha certeza. Aos 31 anos!
Escolhi até a data para isso. Sei lhes dizer até em que semana meu óvulo foi fecundado. Tudo foi totalmente planejado (como tudo havia sido por 31 anos em minha vida – esse foi o grande problema!).
A parada da pílula anticoncepcional 4 meses antes (e o uso seguro de outro contraceptivo no período para ter certeza de que não haveria qualquer vestígio de hormônio da pílula no meu corpo), o início da hidroginástica 1 ano antes de engravidar e os exames preparatórios, 2 anos antes de engravidar as conversas com meu marido sobre como cuidaríamos da criança, quais seriam as regras de conduta para educá-la, quantos filhos teríamos (seriam 2), os possíveis nomes e até o que seria acordado caso nos separássemos um dia.
É assim que sempre conduzi a minha vida. Sempre muito argumentativa, organizada, controladora, sistemática e meticulosa,  eu consegui “comandar” minha vida e as pessoas que faziam parte dela para que tudo sempre fosse da maneira que eu precisasse. 
Isto inclui familiares, chefes, namorados, amigos e até vizinhos ...
Ou seja, não tinha como dar nada errado, certo?

Errado!

Tudo muito bem explicado no capítulo 6 do livro “10 princípios básicos para educar seus filhos” do renomado psicólogo americano Laurence Steinberg. 
(Leia trechos deste livro: Clique aqui!)
Por que diabos eu não li este livro antes de pensar em engravidar?
Está tudo lá, todas as explicações do porquê eu ter surtado (literalmente despirocado) depois que minha filha nasceu!
No capítulo 6 intitulado “Ajude seus filhos a se tornarem independentes” o psicólogo explica que: 

“a imposição de limites ajuda os filhos a desenvolverem o senso de autocontrole, e o incentivo à independência os ajuda a promover o senso de autodeterminação"

LIMITES → AUTOCONTROLE
INDEPENDÊNCIA → AUTODETERMINAÇÃO E RESPONSABILIDADE

Adivinhem o que a pequena Adrianinha teve mais na infância? Pois é, minha autodeterminação veio do fato de eu ter tido muita liberdade na infância e adolescência. Em excesso, eu diria. E muito pouco limite!
Como o autor explica, o incentivo à independência (ou seja, dar liberdade para que seu filho faça as coisas por ele mesmo) os tornará responsáveis (e eu sempre fui muito!) mas os limites ensinam o autocontrole, ou seja, ensinam os filhos a lidar com as frustrações. Isto eu nunca havia aprendido até ... um bebê aparecer em minha vida!

É por isso que foi tão difícil viver sem estar no comando. Sim, minhas estimadas leitoras e amigas: depois que se tem um filho é mesmo verdade tudo o que nos contaram: você e seu parceiro podem (e devem) até estar no comando da vida do seu bebê, mas você terá a sensação de que nunca mais estará no comando da sua, esta parecerá um barco à deriva, comandado pelas necessidades do seu bebê e pelo amor incondicional que você sentirá por ele.
Você não poderá mais tomar banho ou ir ao cabeleireiro a hora que quer, comer sossegado (sabe aquele jantarzinho à luz de velas? Será uma doce lembrança), dormir uma noite inteira, ter a brilhante idéia numa sexta às 17h “Vamos pra praia?” ou “Vamos acordar as 3 da manhã e ver o sol nascer em Campos na Pedra do Baú?”. Dá pra entender o drama?
Em um dos meus piores momentos cheguei a dizer a minha irmã que eu me sentia amputada. Minha liberdade havia sido tirada de mim!
Aí deram um nome para esse surto das mães que não estavam exatamente preparadas para serem mães: “depressão pós-parto” que eu prefiro chamar de “não adaptação às gigantescas mudanças que aconteceram na vida da mulher da noite pro dia por causa de um ser de 46cm”.
E aí alguns dirão “mas nenhuma mãe está preparada para ser mãe”. Ah, estará sim! Se eu tivesse lido o capitulo 6 e juntamente com ele feito uma bela terapia, eu teria poupado muito sofrimento.

E todo este texto é sobre isso. 

Minhas queridas amigas que ainda não engravidaram ou estão prestes a parir, comecem já a terapia. Terapia para ser mãe! Descubram que aspectos da sua criação e da sua personalidade podem lhe trazer sofrimento pois maternidade jamais deveria combinar com sofrimento. Também não combina com egoísmo, arrogância e impaciência. Por isso se você, assim como eu,  tem alguma destas características (ou todas!) segura na mãe de Deus e vai ... vai pra terapia. Veja se não está querendo ter um bebê para preencher um vazio, ou pior, porque a sociedade cobra isso dos casais.
E depois, se você estiver realmente segura de que seu desejo é genuíno e de que está preparada para os solavancos, seja muito feliz com seu bebê!

Hoje, já quase “curada”, posso dizer-lhes que minha filha foi o que de mais belo e precioso apareceu em minha vida. E eu poderia ter sido muito mais pra ela estes 3 anos se tivesse me preparado emocional e psicologicamente.

É bom dizer que isto não dura a vida toda. Eu diria que, assim como aconteceu comigo, os primeiros 3 anos são mesmo os mais difíceis. E se seu filho tem um super pai como a minha filha tem, tudo fica muuuuuuuuuuito menos difícil.
Eu estou quase conseguindo tomar banho a hora que quero (até já consegui fazer um escalda-pés com alecrim , alfazema e erva doce um desses dias) e comer mais ou menos sossegada. No cabeleireiro, ela vai junto, e alguém distrai ela passando “rosa chiclete” nas unhas dela. E ela fica tão feliz!!!!

Só não dá ainda pra ver o sol nascer em Campos ... mas daqui a alguns anos, é um compromisso, vamos levar a Isabela, sem falta!

Saiba 10 regras fáceis para educar seus filhos 
Por Laurence Steinberg
Leitura Recomendada




Onde vende o Manual? de Graziela Moretto. 
Clique aqui.





sexta-feira, 6 de maio de 2011

Eu acredito em anjos!




Eu acredito em anjos! Desde pequena!
Apenas o conceito de anjo se modificou ao longo dos anos.
Dentre estas mudanças, eu hoje acredito que estão entre nós, não no céu como prega a maioria.
E também são feitos de matéria humana e portanto divina, como devem ser.
Ao ler esta semana a notícia sobre um garoto americano de 5 anos que pagou seu tratamento de câncer com seus próprios desenhos vendidos pela internet (http://www1.folha.uol.com.br/bbc/911057-menino-paga-tratamento-de-cancer-vendendo-desenhos-na-internet.shtml)  eu confirmei ainda mais a minha crença.
E assim é quando ouço que algum abnegado montou um asilo para idosos carentes...
... quando lembro de uma irmã que mesmo solteira e sozinha em uma cidade distante dos pais aos 28 anos recebeu de braços abertos e se dedicou inteiramente a um sobrinho que perdera seu pai e estava prestes a perder sua mãe por uma doença incurável...
... quando penso na história de Madre Teresa de Calcutá ou Gandhi...
... quando penso em um marido dedicado que cuida esplendidamente de sua filha querida e supera todas as adversidades de estar casado com sua esposa, em depressão por longos 3 anos ...
... quando penso em  minha mãe querida, que apesar da falta de recursos e sem nenhuma instrução me deixou um valioso aprendizado!
Aliás foram muitas coisas preciosas que aprendi com minha mãe: a não desperdiçar comida, a usar a água da máquina de lavar roupas para lavar o quintal, a cumprimentar as pessoas sem distinção de raça, classe social ou opção sexual, a devolver o que não é meu, a não mentir, a “fazer o bem sem olhar a quem”, sua célebre frase. É praticamente seu lema.  Aliás esta foi a coisa mais importante que minha mãe me ensinou.
Minha mãe cuidou por mais de 2 anos de uma vizinha alemã idosa que havia perdido sua filha e ficado praticamente abandonada depois disso. Mesmo nos momentos das maiores alucinações senis da velhinha de mais de 80 anos que as vezes xingava, implicava e até acusava minha mãe de ter pego alguma coisa da casa dela, minha mãe ia visitá-la religiosamente, duas vezes por dia, de manhã e à noite para ver se ela estava precisando de alguma coisa.
Mas um outro caso ainda mais impressionante e que me enche de orgulho da minha mãe é que quando eu era ainda uma criança os pais de uma amiga adolescente da minha irmã haviam descoberto que ela não era mais  "pura e casta" e como estamos falando da década de 70 e ela tinha pais muito conservadores, foi obrigada a se casar e ainda teve de encarar a rejeição de seus pais. Quando sua filha tinha 3 anos ela enfim conseguiu um emprego mas sua mãe se recusou a ficar com a pequena em represália a tudo que havia acontecido. Minha mãe prontamente aceitou (sem receber nenhum dinheiro por isso) a cuidar da criança por quase 1 ano até que esta enfim pudesse ir para a escola. Esta moça, apesar de passados 30 anos do ocorrido, até hoje visita minha mãe em ocasiões especiais religiosamente, tamanha sua gratidão.
E eu entendo sua profunda gratidão, afinal algumas pessoas apesar de não terem sido geradas por anjos, tem a sorte de ter um cruzando seu caminho, quando a vida dá seus solavancos.
E é por estas e tantas outras atitudes angelicais que eu gostaria de prestar uma homenagem a esta grande mulher, o primeiro anjo que apareceu em minha vida: Minha Mãe!
Um Feliz dia das Mães a todas as que se propõe a serem verdadeiros anjos da guarda para seus filhos.


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